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Jovens aprendem um ofício
e recebem apoio psicológico
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Júlio Conceição,
presidente do projeto: recuperação
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Ibiporã -
Uma das doenças crônicas mais preocupantes da atualidade e que afligem
famílias de todo o mundo, certamente, é o problema da dependência química.
Seja pelo fácil acesso ou banalização do uso, as drogas estão cada vez mais
cedo presentes na vida dos jovens, adolescentes e até mesmo das crianças.
Diante dos altos índices de dependentes, o número de casas de recuperação
cresce. Mas, ainda assim, não é suficiente para absorver a demanda. O
assunto é debatido durante a Semana Nacional de Prevenção ao Uso de Drogas.
Mesmo que os esforços e olhares estejam voltados para o
tratamento, muitos dos que passam por clínicas ou comunidades têm recaídas.
Isso porque, ao retornar para o mesmo ambiente, deparam-se com dificuldades
de reinserção, seja social ou no trabalho e, consequentemente, não
conseguem manter o equilíbrio necessário para ficar distante das drogas.
Para ajudar pessoas nesta situação, existem programas e
grupos de autoajuda em todo o país, e um deles está perto de Londrina e
região. Para que jovens tenham sucesso no tratamento, a ONG Valorizando a
Esperança, com sede em Ibiporã (Norte), criada para ajudar pessoas em
situação de risco e, principalmente ex-dependentes químicos, tem oferecido
oportunidades a esses jovens. São diversas atividades nas quais eles
aprendem, para poder, enfim, lidar com as adversidades e possíveis
frustrações.
O presidente do projeto, Júlio Conceição, explica que o
motivo da criação deste projeto se deu após anos acompanhando o tratamento
de dependentes. ''Constatamos que somente este não era suficiente para a
total recuperação. As necessidades demonstradas por todos aqueles atendidos
em situação de dependência química iam muito além da droga. Por isso, além
do tratamento, tornou-se imprescindível voltar nossas atividades para a
prevenção, inserção social pela qualificação e pela espiritualidade'', diz.
De acordo com ele, o projeto funciona como uma extensão do
tratamento realizado nestas comunidades. ''Os jovens que saíam destes
locais voltavam ao vício porque não conseguiam colocação em empregos,
justamente pela falta de capacitação que não adquiriram em função dos
longos anos de dependência. Aqui, eles aprendem um ofício, além de receber
apoio psicológico e ter momentos de lazer e cultura''. Atualmente, o
projeto atende cerca de 70 jovens, ex-dependentes e menores que cumprem
medidas sócio-educativas e liberdade assistida.
Entre as diversas atividades estão cursos de estamparia,
produção de sacolas, corte e costura, informática e música. ''São várias as
atividades que buscam, acima de tudo, a recuperação da autoestima. Mas, que
ao mesmo tempo promove a preparação profissional trazendo uma nova
perspectiva e sonhos renovados, pois eles veem que são capazes de fazer
algo e mudar sua história. Tanto que o slogan do projeto é 'Sentido a
Vida', que é o que eles buscam e encontram aqui'', destaca o coordenador.
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